“E quando você
pensa ‘é um evento grande, é muito importante, esse tipo de coisa não
pode acontecer’, é que aí você tem um problema. Por isso, enviamos uma
equipe da Interpol ao Brasil, para ajudar os brasileiros, e outras
equipes pelo mundo para investigar esses grupos de crime organizado que
trabalham com manipulação de resultados. Isso tem que ser vigiado.” Na
noite desta sexta, Luiz Eduardo Navajas, delegado da Polícia Federal e
coordenador da Interpol no Brasil, negou a existência de uma operação da
instituição no país investigando manipulações de resultado na Copa. De
acordo com Navajas, houve um mal entendido com relação à entrevista de
Noble.
Segundo Ronald
Noble, as apostas não seriam apenas sobre os resultados dos jogos, mas
também sobre outros lances que acontecem em campo. “Um pênalti, qual
equipe dá a saída de bola, para quem é o primeiro escanteio… as pessoas
apostam milhões de dólares nessas coisas. É assim que definimos o termo
‘manipulação’ num jogo.” Questionado sobre uma eventual participação de
árbitros, jogadores e outros envolvidos na organização da Copa do Mundo,
ele disse que a possibilidade existe, mas não deu mais detalhes. “Há
possibilidade, mas não sei se é provável. Não prevejo o futuro, falo
apenas sobre o que está acontecendo.”
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