O governo federal articula um "triunvirato" na
segurança em cada uma das 12 sedes da Copa do Mundo, que acontece de 12
de junho a 13 de julho no país, para evitar uma disputa entre as
polícias estaduais, a Polícia Federal e as Forças Armadas durante o
evento. O governo optou pelo "triunvirato", pois nenhuma força gosta de
receber ordem de outra e isso tem gerado atritos nos bastidores. Durante
a Copa das Confederações, a visita do Papa ao Brasil e o sorteio dos
jogos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe (BA), em 2013, disputas
envolvendo padrões, termos técnicos e como as tropas especiais atuariam
quase colocaram os eventos em risco. Os desentendimentos na alta cúpula
já levaram à queda de dois secretários nacionais extraordinários de
segurança para grandes eventos (Sesge), pasta subordinada ao Ministério
da Justiça e que foi criada pela presidente Dilma Rousseff para ajudar
os estados a se prepararem. Pela Constituição, a segurança pública é
responsabilidade das polícias estaduais e federais. Mas, quando os
militares são empregados para garantia da lei e da ordem, por um período
e terreno delimitados, uma lei de 1999 e um decreto de 2001 estipulam
que a mais alta autoridade a mandar na região é um militar da mais alta
patente.
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