| Celestrino fugiu pela janela levando apenas um cobertor |
Ele matou por asfixia o pedreiro Catalino Gardena, 30, por ser alcoólatra e gay; a frentista Letícia Neves de Oliveira, 22, por ser lésbica; e a estudante Gleice Kelly da Silva, 13, por ser usuária de drogas. Sempre de acordo com o seu julgamento.
Antes de decidir quem matar, ele conversava com a pessoa para avaliar o seu caráter. Uma jovem de 17 foi poupada porque ela lembrava a namorada dele.
Na época, quando foi descoberto, a polícia encontrou no quarto de Celestrino uma foto de Francisco de Assis Pereira, que ficou famoso na década de 90 como Maníaco do Parque por ter matado pelo menos seis mulheres. O jovem disse que Pereira era seu ídolo e que seu objetivo, até ser preso, era superá-lo em número de mortes. “Peguei gosto por matar”, disse a um jornalista.
A população de Rio Brilhante sempre temeu que Celestrino escapasse da Unei ou que fosse solto quando completasse 18 anos. A ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) impede que o jovem continue detido após essa idade. Mas a Justiça, com base em laudo psicológico, o manteve detido por considerá-lo perigoso para a sociedade.
Em fevereiro de 2012, a pedido do Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul decretou a interdição cível de Celestrino por insanidade.
Ele teria de ser transferido para um hospital psiquiátrico, mas nenhum estabelecimento quis aceitá-lo para não colocar em risco seus funcionários e pacientes.
Corpos das vítimas eram deixados em cruz
| Vítimas do Maníaco da Cruz: o pedreiro Catalino Gardena, 30; a frentista Letícia de Oliveira, 22; e a estudante Gleice da Silva, 13 |

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