Brasil tem 13 milhões de pessoas com doenças raras, diz pesquisa
Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras
no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa
pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Interfarma (Associação da
Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema
realizado na capital paulista. O estudo
diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com
esse tipo de doença - cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de
doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas
muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou
precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos. Entre
as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica
(doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo
congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia
cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até
mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten). Estima-se
que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem
genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais,
alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta
ainda na infância dos pacientes.
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