Na
última quarta-feira (6), a Defensoria Pública da Bahia recebeu denúncias
de que presos foram torturados e se encontravam em salas isoladas, sem
atendimento médico, no presídio de Jequié, a 365 Km de Salvador. Após a
denúncia, o acesso de defensores públicos para acompanhar a situação, em
todos os módulos da unidade prisional, foi bloqueado pelo interventor
do presídio, Paulo Salinas. Segundo a Secretaria de Administração
Penitenciária da Bahia – SEAP, a transferência de 13 líderes do crime
organizado e uma revista geral, com a apreensão de celulares, chips,
facas, facões, dinheiro, etc., teria provocado a rebelião dos detentos
na última segunda-feira (4). Durante visita à unidade prisional,
realizada pela Defensoria Pública, os defensores públicos Itanna
Pelegrini, Yana Melo e Rafson Ximenes conversaram com presos que
apresentaram outra versão para o motim.Ainda de acordo com a SEAP, na
manhã da última segunda-feira, antes da chamada “operação baculejo”
teriam sido abordados pela Polícia de Choque com chutes, golpes de
cassetete e gás de efeito moral, alguns inclusive sendo alvejados com
balas de borracha.
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